Caso Master: PF quer identificar autoridades que receberam benefícios de Vorcaro
A Polícia Federal investiga se Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, usou uma empresa de serviços de luxo para bancar benefícios a dezenas de autoridades ...
A Polícia Federal investiga se Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, usou uma empresa de serviços de luxo para bancar benefícios a dezenas de autoridades e ocupantes de cargos públicos durante viagens ao exterior. Segundo informações do Globo, em relatório de agosto, os investigadores apontaram indícios de que a estrutura teria sido usada para custear hospedagens, restaurantes e outros gastos de alto padrão. A PF pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determine à empresa a entrega de planilhas e documentos sobre serviços contratados por Vorcaro entre 2020 e 2025. O objetivo é identificar as autoridades que teriam recebido os benefícios e verificar a possível existência de novas frentes de investigação no caso Master. A Procuradoria-Geral da República concordou com a medida. Não há informação sobre uma decisão de Mendonça. De acordo com um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Vorcaro gastou US$ 55 milhões, cerca de R$ 281,6 milhões, na empresa entre novembro de 2024 e dezembro de 2025. A companhia o classificou como um de seus clientes mais frequentes e descreveu contratações envolvendo viagens, eventos privados e serviços personalizados. A empresa também aparece nas investigações sobre o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Segundo a PF, Vorcaro pagou despesas do parlamentar em viagens para Courchevel, na França, Nova York e Lisboa. Os investigadores estimaram que Ciro recebeu pelo menos R$ 468,7 mil em benefícios, incluindo hospedagens, jantares e outras despesas. A PF afirma que os pagamentos indicam uma relação pessoal próxima entre os dois e possíveis vantagens indevidas. Ciro Nogueira nega irregularidades e afirma que nunca atuou em favor de Vorcaro ou do Banco Master em troca dos benefícios.